1ª Turma Programa Liderança Sistêmica

22/12/2018

Em 2018 o Sense-Lab estreou o programa Liderança Sistêmica, fruto da vontade de externalizar e dividir com as pessoas tudo o que estamos estudando e explorando ao longo dos últimos anos – movimentos que vimos emergir relacionados a novas maneiras de gerir organizações, liderar e se relacionar dentro e fora das corporações.

 

Até colocar o programa Liderança Sistêmica para rodar, muitas referências serviram de pano de fundo para a construção de uma narrativa própria que foi contada ao longo de quatro módulos que compõe essa jornada – 1) Introdutório; 2) Negócios Regenerativos; 3) Organizações em Rede; 4) Dinâmica do Novo Líder. Frederic Laloux, autor de “Reinventando as Organizações”, Raj Sisodia, co-autor de “Capitalismo Consciente”, Otto Scharmer, que escreveu “Liderar a Partir do Futuro que Emerge”, são exemplos de dezenas de outras fontes que nos inspiram.


Antes de lançar a primeira turma do Liderança Sistêmica, o Sense-Lab fez uma série de palestras trazendo, aos poucos, os conteúdos estudados para sentir se o tema era de interesse do público e, também, para prototipar algo que ainda estava só nos pensamentos. No primeiro semestre realizamos cinco encontros no Inovabra Habitat abordando “O Impacto dos Negócios”, quando falamos de diversas temáticas ligadas a esse universo. Foi um sucesso – cerca de 400 pessoas passaram por lá! Uma vez testado, estávamos prontos para abrir as inscrições do programa Liderança Sistêmica, cujo foco foi falar sobre as novas abordagens empresariais, modelos de organização e evolução dos sistemas sociais e econômicos.

 

Os workshops são um convite para pessoas que buscam atuar com um sentido maior dentro de suas organizações, que sentem necessidade de inovar em sua estrutura organizacional e/ou querem conhecer ferramentas poderosas de inovação e colaboração.


O primeiro módulo foi o ponto de partida para explorarmos as diferentes iniciativas que vêm surgindo, como capitalismo conscienteorganizações evolutivasnegócios de impactoEmpresas B, e que vão redefinir a forma como vivemos e trabalhamos. Foi um dia inteiro de boas reflexões, mesclando conteúdo teórico, exposição de cases, dinâmicas, discussões e exercícios em grupo.


Já o segundo encontro teve foco em Negócios Regenerativos, e a ideia foi explorar os princípios e práticas organizacionais ligados a propósito e foco regenerativo – minimização de impactos negativos e maximização dos positivos –, aliados à sustentabilidade financeira da organização. Dentro das reflexões coletivas, perguntas sobre “Como a orientação pelo propósito impacta a organização interna e externamente?” e “Como podemos perceber se uma organização se orienta por propósito?” tiraram nossos participantes de suas zonas de conforto e os fizeram debater sobre questões relevantes para a mudança de mindset das organizações. Depois de dois dias inteiros de atividades ligadas ao tema, encerramos as atividades animados e ansiosos pelo próximo módulo – Organizações em Rede!


O terceiro workshop foi um laboratório cheio de desafios para os participantes. Pitadas de conteúdos e, de resto, mão na massa! Eles tiveram três dias para trabalhar em rede e aplicar os conceitos aprendidos na prática – entrar em consenso (ou consentimento) para definir o tema da rede, praticar a autogestão e descentralização, as lideranças circunstanciais, os papéis dinâmicos e revisão dos mesmos sempre que necessário. Viveram o caos com a falta de alguém puxando o processo e ditando as regras. E, ao final do terceiro dia, experimentaram a sensação da cooperação, a fluidez, os benefícios e a força de uma organização em rede.

 

Passado os três primeiros módulos, chegou a vez de pararmos para nos reconectar com nós mesmos e repensar o nosso papel enquanto indivíduos e agentes de transformação para promover a mudança que queremos ver. Dinâmica do Novo Líder foi o tema do quarto módulo dessa jornada. Diferente dos anteriores, que aconteceram na casa do Sense-Lab, o último encontro foi uma imersão fora de São Paulo, no Sítio Ilha das Palmas, em Boituva. Foram três dias refletindo juntos e sozinhos sobre as dores da Terra e o perfil da nova liderança que vem olhar com mais empatia para os problemas que vivemos, tem uma visão sistêmica, além de clareza de propósito.


Por que geramos resultados coletivos que ninguém quer? Essa foi uma das perguntas que trouxemos para iniciar a conversa sobre os impactos das organizações e sistemas. Mostramos princípios de uma liderança emergente e rotativa a serviço do coletivo para ilustrar como é possível fazer diferente a partir de um novo olhar e nível de consciência. E, para falar de nível de consciência, trouxemos a interpretação dos estudos do dr. Graves sobre níveis de consciência, conjunto de valores e como o comportamento humano é reflexo das condições de vida de cada um. No consciente ou subconsciente, existem características psicossociais que levam os seres-humanos a agirem de uma certa maneira.


Tudo isso para contextualizarmos o entendimento por uma liderança consciente, disposta a olhar para toda a cadeia de atores – internos e externos –, muito além de maximizar lucro para acionistas. Um líder que pensa em criar junto com os colaboradores e enxerga relações de cooperação em rede como seu maior ativo, conquista o engajamento e sucesso frente aos funcionários, sociedade e parceiros.


O que Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Irmã Dorothy Stang têm em comum? Eles são Divergentes Positivos! O conceito “Divergente Positivo”, vem de Sara Parkin, sobre pessoas que fazem a coisa certa para a sustentabilidade e o coletivo, mesmo estando rodeado pelas estruturas institucionais erradas, os processos errados e pessoas não cooperativas. Como disse Joseph Beuys, “a revolução somos nós”!


Depois de três dias imersos na natureza e em reflexões profundas, não podia ser diferente. Saímos energizados, animados e, certamente, diferentes, para construirmos o mundo que queremos para todos.


Ao longo dessa jornada de quatro módulos do Liderança Sistêmica, tivemos a alegria de receber pessoas muitos especiais e representantes de organizações como Imaflora, Liga Solidária, Fundação Tide Setúbal, Instituto Amani, Bauducco. O nosso muito obrigado a todos que acreditaram, construíram e viveram esse sonho conosco – a 1ª turma do programa Liderança Sistêmica!

 

Maria Carolina

 

A graduação em jornalismo rendeu uma estreia e tanto para Carol, que depois de formada conseguiu um estágio na sucursal da TV Globo de Londres. De volta ao Brasil, fez uma longa carreira na editora Abril, onde teve a oportunidade de trabalhar em diversas revistas, como Veja, Claudia, Bons Fluidos, Men’s Health, Estilo, Nova, Boa Forma entre outras. Mas foi sua paixão por pessoas e pela África que a levou a fazer pós-graduação em Gestão Social e especialização no Continente Africano, além de mergulhar nesse mundo através de voluntariados e viagens nada convencionais, como uma temporada na Libéria, por exemplo. O espírito livre, aventureiro e curioso levou Carol a explorar o mundo, outra grande paixão - viagens e diferentes culturas. Depois de passar por uma multinacional cuidando de projetos sociais, no Brasil e em Dubai, ela optou por focar toda a experiência profissional e multicultural, sua energia, paixão pelo próximo e gratidão pela vida, em negócios que façam a diferença nas diversas questões socioambientais que enfrentamos mundo afora.

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Please reload

Destaque

Reunião da rede Save Food para tratar do tema desperdício de alimentos

May 11, 2018

1/7
Please reload

Novidades recentes
Please reload

Notícias antigas