Rito de passagem: A adolescência do Sense-Lab

07/12/2016

O que o Sense-Lab quer ser quando crescer? Essa pergunta tão difícil de responder começa com outra, quase tão desafiadora: O que é o Sense-Lab? É uma empresa, um grupo de pessoas, um lugar, uma visão de mundo ou uma rede? Ou seria a somatória de tudo isso? 

 

 

O ano de 2016 está chegando ao fim e com isso se encerra a adolescência do Sense-Lab, uma idéia que surgiu a partir do desconforto com as coisas como elas estão e do questionamento de que tem que existir uma forma de nos organizarmos como pessoas, organizações e como sociedade global, que faça mais sentido e que seja ao mesmo tempo mais simples, humana e sustentável em todos os aspectos. Se buscamos sentido em todas as nossas ações (Sense), temos plena ciência de que não temos as respostas, mas estamos dispostos a buscá-las e testá-las (Lab).

 

O Sense-Lab nasceu em 2014 como parte de um movimento de uma geração insatisfeita com o modelo que criamos coletivamente. Um movimento maker, inovador e empreendedor. Toda uma massa de inquietos, que não se encaixa mais no modelo tradicional de carreira, de fazer negócios, de ganhar dinheiro e de ocupar seu tempo. Não queremos mais ter o cargo mais alto ou a melhor remuneração no menor tempo possível. Não queremos mais ter o carro do ano e estar entre os mais bem sucedidos dos nossos amigos. Ao invés disso queremos criar o melhor dos mundos para os outros e para nós. Não queremos mais acumular bens e sim ter mobilidade, saúde e tempo livre. Não queremos que nossos filhos tenham mais do que nós e sim saber que eles ainda terão um mundo descente para viver, de preferência melhor do que essa bagunça que construimos. O ano de 2014 foi o ano de explorar e conhecer todo esse novo movimento. Espaços de coworking, inovação social, Jogo Oasis, negócios de impacto, economia compartilhada, trabalho em rede, cocriação. São tantos movimentos e ao mesmo tempo um só. As vezes até esquecemos o que é o mundo fora dessa rede ao mesmo tempo tão inquieta e tão acolhedora. 

 

Em 2015 passamos a não só aprender, mas também contribuir, criar, construir. Fizemos eventos, movimentamos a rede. Apoiamos empreendedores, trabalhamos com empresas, com incubadoras e ONGs. Construimos cursos e demos aulas. Enviamos startups para a Finlândia, construimos relacionamentos do Capão Redondo à Vila Madalena, da Colômbia à Filadélfia, e nos preparamos, com muita curiosidade e corações abertos para a nossa adolescência. Muitas pessoas vieram. Algumas ficaram e outras estão um pouco mais afastadas, mas ainda assim fazem parte desse ente abstrato em plena construção e metamorfose. 

 

Se em 2015 o Sense-Lab começou a tomar corpo, em sua adolescência, em 2016, ele se consolidou. Os modelos evoluíram. Os cursos e programas cresceram e se multiplicaram. Novas pessoas vieram e o coração do grupo se cristalizou. Inauguramos nossa nova casa e renovamos a nossa identidade. Acolhemos colegas vindos de outros países e exploramos diversos mundos. Governança em rede, busca de startups sustentáveis, educação para a primeira infância, estratégias de vendas para o governo, gestão de recursos hídricos, mobilidade urbana. Crescemos a cada projeto, festejamos, nos desentendemos e cometemos erros. Ah, e como erramos! Afinal, o que seria a adolescência sem os erros? Mas aprendemos e evoluímos com cada um deles. E estamos mais prontos do que nunca para nosso próximo ciclo.

 

O que o Sense-Lab quer ser quando crescer? Para ser sincero não sabemos e talvez nunca saberemos. Fazemos parte de um fluxo e aprendemos em nossa jornada a manter a serenidade em meio ao caos. O ano de 2017 está chegando e o Sense-Lab se prepara para mais um rito de passagem. Estamos deixando a adolescência para trás e nos preparando para uma nova etapa dessa jornada. No início da próxima semana estaremos voltados para dentro, nos preparando com muita curiosidade e espírito livre para um 2017 que não tem como não ser surprendente. 

 

 

 

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