O contexto do nosso trabalho

Os sintomas e implicações para os diferentes atores e componentes dos nossos sistemas sociais e econômicos são patentes:

Vivemos em uma época de grandes mudanças, assim como foram muitos outros períodos antes deste. Mas de alguma forma o ritmo das mudanças acelerou. Vivemos em uma época de enormes desafios coletivos. E eles estão ficando maiores e mais complexos.

Temos ferramentas e meios para transformar o mundo como nenhuma geração antes da nossa, mas os problemas também crescem de forma exponencial. Segundo Otto Scharmer, professor do MIT, vivemos um momento de 3 grandes desconexões: a desconexão social, a desconexão ecológica e a desconexão espiritual.

Montamos um sistema econômico que ainda deixa uma parcela gigantesca da população às margens dos benefícios gerados, vivendo em periferias urbanas empobrecidas, que consome recursos a uma taxa muito maior do que a capacidade de regeneração natural e que coloca os indivíduos em trajetórias profissionais desprovidas de qualquer propósito além do dinheiro.

Se as questões a serem enfrentadas estão cada vez mais evidentes, aparecem também inúmeros movimentos inovadores que constroem sobre os modelos antigos, ao invés de de negá-los e propor rupturas. Estes padrões emergentes podem ser entendidos em 3 níveis: lideranças, organizações e sistemas sociais (redes e governança coletiva). Destacam-se como aspectos importantes: o questionamento do propósito das organizações, em especial as empresas e corporações; as rápidas mudanças nas estruturas organizacionais, cada vez mais orgânicas e menos presas a hierarquias; a tendência de nos organizarmos cada vez mais em redes e menos em organizações com fronteiras rígidas; a busca da integralidade do indivíduo no trabalho; e o questionamento do impacto (externalidades positivas e negativas) das organizações.

 

Enquanto avançamos século XXI adentro, cada vez mais estamos migrando para um paradigma marcado por agilidade, fluidez, fronteiras organizacionais difusas, empoderamento criativo e junção de lucro com propósito. Neste contexto existem vários movimentos surgindo, incluindo Capitalismo Consciente, Empresas B, Negócios de Impacto Social, Organizações Evolutivas, entre muitos outros.

O Sense-Lab se coloca como veículo para apoiar organizações, redes e lideranças a navegar esses tempos de incerteza e construir modelos mais sustentáveis e equilibrados.

As empresas enfrentam uma instabilidade sem precedentes. Aparecem novas pressões dos públicos internos e externos. Mercados surgem e deixam de existir em pouco anos. A retenção de talentos e a busca por exercer uma papel relevante na sociedade são um desafio crescente.

Os governos, assim como todo o sistema de representação democrática, mostra sinais de esgotamento, tanto no Brasil, quanto em outras nações ocidentais.

A sociedade civil organizada parece enxugar gelo, com esforços insuficientes para endereçar os principais desafios globais.

Nosso sistema de ensino, em seus diferentes níveis, se baseia em modelos construídos no século XIX, que não atendem a dinâmica do momento atual.

As novas gerações chegam com aspirações novas quanto à dinâmica e propósito do trabalho.

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