Nova versão do GUIA 2.5 traz mapa atualizado de aceleradoras e investidores de impacto


Você já ouviu falar de setor 2.5 ou sobre negócios de impacto social?

Para quem não conhece, os negócios de impacto são aqueles focados em resolver algum tipo de questão socioambiental, abordando e tratando os diversos desafios que a sociedade enfrenta para a construção de um país e mundo melhor para todos. Além de gerar impacto, as organizações do setor 2.5 também alcançam um resultado financeiro sustentável.

No dia 13 de dezembro, o Quintessa, organização focada em dar suporte a negócios de impacto, lançou o Guia 2.5 versão 2017, no terraço do Unibes Cultural, reunindo um potencial grupo de empreendedores, organizações e entusiastas para apresentar dados atualizados e novidades sobre esse setor.

Anna de Souza Aranha, gestora do Quintessa, foi a anfitriã do evento e começou apresentando as três principais inovações do Guia 2.5/2017, comparado a primeira edição, lançada em 2015:

  1. Mudança de linguagem – de organizações para iniciativas;

  2. Inclusão de oferta de capital;

  3. Guia interativo – o que antes era uma versão PDF, agora é aberto para interações.

E foi com muito orgulho que Anna revelou o número de 34 iniciativas* listadas na versão atualizada do Guia 2.5, focadas em negócios de impacto. E o Sense-Lab está na lista com 2 iniciativas, o Business Design For Change e Empreendedores da Mudança! Para entrar nesse ranking, alguns critérios foram usados – “as iniciativas devem ter um posicionamento explícito em negócio de impacto; as organizações precisam ser focadas em desenvolver o negócio; devem estar abertas a empreendedores, e a iniciativa deve ser recorrente ou ter perspectiva de continuidade”, explicou Anna.

Célia Cruz, diretora do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) entrou em cena para falar um pouco do ecossistema de finanças sociais, dos principais pontos de evolução da Força Tarefa desde 2014 e dos desafios superados e a superar, além de provocar reflexões. Na opinião de Célia, o fazer de forma colaborativa, co-construindo com o ecossistema, é fundamental. “Os negócios de impacto estão somando para como resolver problemas sociais”, diz.

Quando o assunto é desafio, a diretora do ICE listou alguns, como a necessidade de ter mais oferta de capital dos bancos, trazer a tecnologia para resolver problemas sociais, tornar o ecossistema nacional, quebrar bolhas e levar essa consciência para as empresas entenderem do que estamos falando. Ela ainda ressaltou outro ponto bem importante, a necessidade de avançar com os mecanismos de mensuração de impacto.

Ao comentar sobre futuro e conquistas, Célia Cruz contou que “este ano tivemos um enorme ganho com a entrada do governo. Conseguimos estabelecer uma estratégia nacional de investimento em negócio de impacto. Projetando um cenário para os próximos anos, a tendência é ver bancos entrando nesse campo. Diante disso, é preciso fazer um trabalho de como preparar produtos para eles ofertarem. As famílias de alta renda também devem mover de 1 a 3% da renda para negócios de impacto e, cada vez mais, vamos passar a mensurar impacto”.

Depois do bate papo com a Anna de Souza Aranha e Célia Cruz, foi a vez dos convidados interagirem e trocarem figurinhas. Como a ideia é colaboração, cocriação e troca constante, rolou uma sessão de networking durante um coquetel bem descontraído, com o objetivo de conectar pessoas e fomentar, ainda mais, os negócios de impacto socioambientais.

“A Força Tarefa é um movimento global, que já conta com 15 países. Tem muita gente no mundo olhando e investindo com impacto. Desde 2014 conquistamos a entrada de novos atores como investidores e fundações, e os bancos estão começando a chegar” – Célia Cruz, diretora ICE.

*Para conhecer e saber mais sobre as 34 iniciativas que entraram no Guia 2.5/2017, acesse www.guiadoisemeio.com.br

Maria Carolina

A graduação em jornalismo rendeu uma estreia e tanto para Carol, que depois de formada conseguiu um estágio na sucursal da TV Globo de Londres. De volta ao Brasil, fez uma longa carreira na editora Abril, onde teve a oportunidade de trabalhar em diversas revistas, como Veja, Claudia, Bons Fluidos, Men’s Health, Estilo, Nova, Boa Forma entre outras. Mas foi sua paixão por pessoas e pela África que a levou a fazer pós-graduação em Gestão Social e especialização no Continente Africano, além de mergulhar nesse mundo através de voluntariados e viagens nada convencionais, como uma temporada na Libéria, por exemplo. O espírito livre, aventureiro e curioso levou Carol a explorar o mundo, outra grande paixão - viagens e diferentes culturas. Depois de passar por uma multinacional cuidando de projetos sociais, no Brasil e em Dubai, ela optou por focar toda a experiência profissional e multicultural, sua energia, paixão pelo próximo e gratidão pela vida, em negócios que façam a diferença nas diversas questões socioambientais que enfrentamos mundo afora.

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